Você conhece o Butão?
O Butão fica no “topo do mundo”, bem perto do céu. Um pequeno reino distante, isolado, onde vive um povo que se considera feliz. Dizem ser um dos pedaços mais belos deste planeta. O país fica na Ásia, encravado bem na Cordilheira do Himalaia, entre dois gigantes. Ao norte, está a China. E ao sul, a Índia.
O país viveu isolado durante séculos. O terreno acidentado e o difícil acesso ajudaram o povo a preservar a harmonia e as tradições. Há 60 anos é que o Butão começou a ter contato com o resto do mundo.
Em 1974, um rei muito jovem, com 18 anos, assumiu o trono. Ele era um idealista, um sonhador e não queria repetir no Butão os erros que havia observado em outros países, como a falta de harmonia familiar, o excesso de consumo, a falta de cuidado com a natureza.
A diferença do Butão é que as ideias convencionais de desenvolvimento não devem ser aplicadas. O que se quer é criar um ambiente para o florescimento da felicidade. A Felicidade Interna Bruta (FIB) é muito mais importante que o Produto Interno Bruto (PIB).
O atual rei do Butão é o mais jovem monarca do mundo, com 31 anos e solteiro, após seu pai abdicar do trono, apesar de não estar velho. Três anos atrás, o país virou uma monarquia parlamentarista, mas os ensinamentos do rei sonhador não foram esquecidos. Hoje, existe um departamento especial para cuidar da felicidade do povo.
Não é fácil medir a felicidade, ela depende de cada um. O que se tem é um instrumento de triagem. Então, qualquer política, programa, iniciativa, que vai para a comissão, é testada por este instrumento, no qual se avalia o impacto na FIB.
Ao contrário do PIB, que tem um índice para ser avaliado, a Felicidade Interna Bruta não pode ser medida. Mas o governo usa 23 critérios para avaliar se um projeto pode ou não diminuir a felicidade do povo. Dependendo disso, ele é ou não aprovado.
Entre os critérios estão saúde, governança, uso do tempo, valores de família. Se a iniciativa estiver de acordo com estas variáveis, irá contribuir para a felicidade.
E isso é relevante para o mundo? O Butão ocupa a 133º, entre 177 países, no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Mas veja a resolução da Organização das Nações Unidas, publicada na assembleia no dia 11 de julho de 2011:
Reconhecendo a necessidade de promover o desenvolvimento sustentável e atingir as Metas de Desenvolvimento do Milênio,
1. Convida os Estados Membros a perseguirem a elaboração de indicadores adicionais que melhor capturem a importância da busca da felicidade e do bem-estar no desenvolvimento, com vistas a orientar suas políticas públicas;
2. Convida aqueles Estados Membros que tenham tomado iniciativas para desenvolver novos indicadores, e outras iniciativas, para que compartilhem informações daqui para frente com o Secretário-Geral, como uma contribuição para a agenda de desenvolvimento das Nações Unidas, incluindo as Metas de Desenvolvimento do Milênio;
3. Dá as boas vindas à oferta do Butão no sentido de convocar um painel de discussão sobre o tema FELICIDADE E BEM-ESTAR durante sua 66ª sessão;
4. Convida o Secretário-Geral a buscar os pontos de vista dos Estados Membros e relevantes organizações regionais e internacionais na busca da felicidade e do bem-estar, e comunicar tais pontos de vista na Assembléia Geral na sua 67ª sessão para uma análise mais aprofundada.
Diversos países, inclusive o Brasil, estão recebendo recursos para estudar esse assunto.
Mas que papo é esse de felicidade? Daqui a pouco você vai falar de amor! Qual é? Estamos no mundo dos negócios! Business…..
Se não quiser mais ouvir falar sobre isso, feche o browser agora. Ficou? Então vamos! =D
No mês de agosto estive no FDC Experience, um evento completamente inovador promovido pela Fundação Dom Cabral. Dois dias de muita reflexão, com cerca de 400 executivos de empresas e consultores. O tema? Novos mapas: mundial, organizacional e pessoal.
E onde entra a felicidade? Em todas as sessões. A primeira mesa (das poucas que ocorreram) fala de amor e felicidade. Os habitantes do planeta precisam ser felizes; os funcionários das empresas precisam ser felizes; as pessoas precisam ser felizes. E, na última atividade, a mensagem foi bem clara: VOCÊ precisa ser feliz.
Não tenho a receita para a felicidade. Nem pessoal, nem empresarial. Pode ser com ou sem inovação, com ou sem tecnologia, consumindo mais ou menos, com ou sem cartão de crédito. Só sei que dependo de mim. Passo muito tempo dentro desta empresa e, se não for feliz aqui, me restará muito pouco tempo para ser feliz.
Então já resolvi, serei FELIZ! Muito feliz! Você vem comigo?
P.S. Quem quiser assistir um dos palestrantes do evento há uma palestra, no Youtube, do Prof. Clóvis de Barros Filho, parecida com a que ele fez. O nome é “A vida que vale a pena” (http://www.youtube.com/watch?v=D8_NICu4mq0). É muito boa!!!!
Informações do Butão obtidas em http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2011/05/conheca-butao-que-e-considerado-o-pais-da-felicidade.html