Já fizemos nossa opção para 2013?
O Gartner divulgou, em novembro do ano passado, um estudo para a indústria financeira denominado: Predicts 2010: Executive Decisions in Banking and Investment Services Demand a Longer View.
Segundo o estudo, em 2013, 50% dos bancos ainda não terão, em relação à inovação, um programa formal e um orçamento específico, o que restringirá, em muito, o potencial de crescimento, num setor que apresenta, em nível mundial, baixo crescimento, margens reduzidas, alta volatilidade e muita regulação.
Uma das explicações está no fato de que os bancos continuam vendo a inovação como “legal de se ter” ao invés de que ela seja necessariamente parte da estratégia.
Enquanto isso, competidores não-bancários (varejistas, empresas online, empresas de telefonia e de telecomunicações) estão fazendo incursões na indústria bancária, oferecendo melhorias nos serviços com base em facilidade de acesso e soluções customizadas.
De acordo com o estudo, o foco principal da inovação para os bancos norte-americanos estará no seu uso para reduzir custos operacionais, melhorar os processos produtivos, estender o alcance dos produtos e melhorar a qualidade de seus produtos e serviços. Já para os bancos da Ásia e Pacífico o foco estará na criação de novos mercados e no aumento do alcance de seus produtos.
Para a indústria bancária, o estudo lista as seguintes conseqüências:
- redução dos spreads numa tentativa de compensara comoditização dos produtos e serviços financeiros;
- consumidores buscarão fornecedores alternativos à medida que esse acesso venha a ser facilitado por novas tecnologias;
- mudanças incrementais no setor, ao invés do uso de inovação para gerar modelos de negócios disruptivos, continuará como padrão.
Por fim, como recomendações:
- Criar, imediatamente, um programa de inovação formal e bem fundamentado;
- Focar as iniciativas de inovação na melhoria dos serviços, em contraposição a somente desenvolver produtos;
- Assegurar que a personalização é um componente crítico das iniciativas de inovação.